Quadragésimo quinto…

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Hospital é um lugar dos mais esquisitos nessa vida.
É uma porção de gente que não vemos pelas ruas. As pessoas que estão no hospital parecem que existem só no hospital, como se fossem personagens do The Sims ou coisa do tipo. Se realmente vivêssemos no mundo de Matrix, a falha da normalidade estaria aqui. Parecem robos programados, fingindo reações e sentimentos.

Acho que por isso é estranho ver quem gostamos no hospital… nossos amigos, parentes e namorada ou esposa, não, eles não combinam com essa gente do hospital…São gentes e gentes de diferentes cantos… pessoas felizes celebrando um nascimento, gente com cara de apreensiva, nervosa, triste, chorando…

Fui tomar um café e vi, como se fosse num filme, lado a lado, uma familia feliz, rindo e falando alto, uma alegria que só o nascimento de um novo parente proporciona, de longe se via… e, na mesa ao lado, um homem sozinho, com a cabeça entre as mãos, invisível pra familia eufórica.
Peguei meu café e continuei alí, como observador e imaginando a cena inteira em câmera lenta… para aquela gente eu não existí e pra mim eles provavelmente tambem não existiram…só alí, naquele fragmento que só eu filmei.

O ambiente todo é frio no hospital. Não adianta maquiarem tudo pra parecer um hotel, ele tem cheiro, cor e todo um ar, uma aura de hospital.
Os corredores parecem querer dizer algo, te contar uma história triste, seu dia sofrido, suas pessoas sofridas. Quantas pessoas passaram por aqui, me pergunto? quantas nasceram, quantas morreram? quantas pessoas entraram tristes e sairam felizes? O que essas paredes responderiam, o que elas falariam? Então pensei que, se eu fosse a parede de um hospital e eu pudesse falar, ia preferir ter nascido cego, surdo e mudo…como uma fria parede de hospital.

4 thoughts on “Quadragésimo quinto…

  1. O grande Gutierres, esses dias estava vendo uma reportagem no fantástico, onde o ex-jogador Tande falou uma frase sobre as mulheres q eu fiquei encando, ” A mulher entra no hospital apenas como uma mulher, e quando sai de lá ela se torna mãe! ”
    cara o portal de tudo isso é o “hospital”, o lugar q traz a vida com tanta facilidade que vc pode até marcar a hora, então não me venha com xurumelas! diz isso porq não tem um filho… haha

    Brincadeira Guti, muito bom esse texto hein!
    escreve um livro cara… mas com vontade mesmo, sem ler depois e achar q ta BIZARRO haha

    • olha la, primeiro comentario seu q nao fala q nao entendeu nada ou que nao concorda hauahauhaua
      mas eh cara, hospital eh bizarro.. alias estou aqui agora vendo um Jo Soares…
      Um dia ainda tomo coragem e tento escrever algo maior… eh dificil q so a porra…

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